5 orientações para mitigar riscos do negócio da cana

Produtores podem apostar em sistemas informatizados para melhorar a gestão e o controle da frota

Em busca de maior eficiência e competitividade no setor sucroenergético, as usinas precisam mitigar os riscos de natureza operacional e administrativa que prejudicam o negócio da cana. O produtor pode adotar ferramentas eficazes para a gestão de riscos como, por exemplo, sistemas informatizados para a gestão empresarial, chamados de ERP (Enterprise Resource Planning) e equipamentos de alta tecnologia como os computadores de bordo para máquinas agrícolas. Confira recomendações para controlar 5 riscos que interferem na atividade canavieira.

 

1 - Gestão das informações e dos operadores

Muitas falhas e imprevistos no campo podem comprometer os resultados da safra. Se o operador conduzir uma colhedora de cana com velocidade acima da recomendada, por exemplo, a máquina pode causar danos na soqueira e gerar perdas no canavial.

Para ficar ciente desse tipo de ocorrência, minimizar e prevenir as falhas, instalar um computador de bordo é a melhor recomendação. Uma opção disponível para resgate por pontos na Rede AgroServices é o Computador de Bordo CIA (Controladores Inteligentes Agrícolas), desenvolvido pela empresa Farm Solutions.O computador de bordo pode ser instalado em quaisquer máquinas agrícolas para cana, grãos, café e laranja, sendo compatível com modelos de qualquer fabricante.

De acordo com Tereza Peixoto, diretora operacional da Farm Solutions, muitos problemas ainda ocorrem porque o setor carece de melhorias em gestão. “No setor da cana-de-açúcar, o que mais falta é a gestão ativa operacional do negócio. O nosso produto permite isso, é um sistema moderno totalmente customizável, com a confiabilidade da informação que elimina qualquer forma de digitação”, afirma a diretora.

Com o Computador de Bordo CIA, o produtor passa a ter total controle do que acontece nos canaviais e consegue mitigar os riscos do negócio. Por meio de sensores, automaticamente o CIA coleta dados de monitoramento da operação com eficiência, em média, a cada 30 segundos. As informações são enviadas para armazenagem em servidores na internet e podem ser acessadas remotamente, com acesso exclusivo e confidencial apenas pelo cliente.

Diariamente, o software do CIA gera relatórios detalhados sobre a área coberta pela máquina agrícola e sua eficiência, o tempo total da atividade, horas de motor ligado e desligado, horas trabalhadas pelo operador, o rastro da operação em mapas, entre outros detalhes. “A partir do momento em que o operador comete alguma irregularidade, toda a cadeia de comando da usina é alertada. O produtor será avisado e essa inconformidade não deve continuar. O objetivo [da tecnologia] é a maior eficiência”, explica a diretora operacional da Farm Solutions.

De acordo com Tereza, o produtor passa a ter um precioso banco de dados com o histórico das operações que serve de base para aperfeiçoar os manejos. “É uma padronização de qualidade, com uma série de fatores importantes para garantir o melhor retorno da operação”, diz ela.

Além disso, com a implementação da tecnologia, é possível economizar no consumo de combustível, fator primordial para reduzir os custos do setor. “Disciplinando a atividade, [o produtor] vai ter um menor consumo de diesel porque terá uma maximização dos ativos, como as máquinas e caminhões”, diz Tereza. “Temos clientes que conseguiram reduzir em torno de 30% a 40% as horas de motor ocioso, além de redução de mão de obra e de número de máquinas no campo”, conta Tereza.

 

2 - Incêndios

As queimadas nos canaviais, que eram comuns com o intuito de realizar a limpeza da palha nos campos e facilitar a colheita manual, são uma cena que estão ficando no passado. O processo de mecanização da colheita da cana moderniza o setor e as queimadas se tornam cada vez mais desnecessárias. No entanto, isso não significa que os canaviais estão definitivamente livres do fogo. Em algumas regiões produtoras, o tempo seco pode colaborar com o surgimento de fogo espontâneo e propagação com a ajuda do vento.

Diante de um incêndio, como reagir? Saber de forma precisa onde a frota está localizada é uma informação muito útil em momentos de emergência. “No caso de incêndio, que é um acidente, o CIA pode informar onde estão as máquinas e a localização de um caminhão tanque, por exemplo. Assim, o produtor consegue movimentar as máquinas com mais eficiência”, afirma Tereza.

 

3 - Furto de máquinas e implementos

Ser vítima de roubo ou furto é um risco ao qual todos os brasileiros estão expostos, já que ninguém está imune à violência. No caso de ocorrências no campo, o principal alvo das ações criminosas costuma ser as máquinas agrícolas, bens que podem chegar a custar R$ 1 milhão. Para proteger o patrimônio, o produtor pode investir em monitoramento da frota.

Sistemas inteligentes como o do CIA podem alertar o produtor sobre possíveis suspeitas de furto e, assim, acelerar medidas como o acionamento da polícia. “Nosso sistema trabalha com cerca eletrônica, um mapeamento da área que pode ser usado para várias finalidades. O mapeamento da área pode definir onde as máquinas devem trabalhar e, se romper aquela barreira, emite um alerta conforme o interesse do cliente”, afirma Tereza.

 

4 - Oscilação das cotações

Os preços do açúcar e do etanol oscilam muito e isso impacta no negócio. “Estamos numa atividade que trabalha com commodities. O produtor não tem nenhum controle sobre o preço de venda da cana, pois isso é determinado pelo mercado”, diz João Rosa (Botão), professor da associação Pecege.

Para mitigar esse risco, ele recomenda uma boa gestão financeira. “O produtor precisa fazer uma reserva de caixa e ter uma boa gestão dos custos. Ele tem que se planejar para o negócio aguentar momentos de preços ruins”, diz o professor do Pecege. A associação Pecege oferece o serviço Diagnóstico dos Custos de Cana para resgate por pontos na Rede AgroServices.

 

5 – Políticas

O setor sucroenergético é constantemente impactado por políticas regulatórias, que podem representar um risco ou uma notícia positiva. Por isso, é importante que o produtor fique informado sobre os reflexos das políticas no mercado. Um clássico exemplo de política para o setor foi o Programa Nacional do Álcool (Pró-Álcool), criado na década de 70 para estimular o consumo de etanol e reduzir a dependência do petróleo importado. O programa financiado pelo governo deu suporte para a expansão do setor sucroenergético. Nos tempos atuais, vale a pena citar o Renovabio, que surgiu para atender o Acordo de Paris assinado em 2017. A política, que visa valorizar os biocombustíveis e reduzir as emissões de gases estufa, deverá ter reflexos positivos na produção de etanol, adotando matéria primas para este fim, culturas agrícolas como Cana-de-Açúcar e recentemente, aqui no Brasil, o Milho.

 

Compartilhe!

COPYRIGHT © REDE AGRO S.A - Última atualização: 09/10/2019 (1.0.19412)