Premiação idealizada pela Bayer colabora para o empoderamento das mulheres no campo

O Prêmio Mulheres do Agro, que está com inscrições abertas até 10 de setembro, tem por objetivo valorizar histórias femininas de gestão inovadora e práticas agropecuárias sustentáveis

As mulheres estão lutando por seus direitos, por espaço e reconhecimento em inúmeros setores da economia, entre eles o agronegócio. Para fortalecer e valorizar o papel delas, não há nada mais eficaz do que dar voz às suas histórias e prestigiar a atuação das mulheres no campo. Uma ótima maneira de atingir esse propósito é estimular as agricultoras e pecuaristas a se inscreverem na segunda edição do Prêmio Mulheres do Agro, idealizado pela Bayer e que está com inscrições abertas até 10 de setembro, no site www.premiomulheresdoagro.com.br.

A iniciativa vai premiar mulheres que estejam desenvolvendo uma gestão inovadora e sustentável, respeitando os pilares econômico, social e ambiental. A primeira edição do concurso, realizado em 2018, premiou 9 produtoras rurais. De acordo com Cecília Melo, Gerente de Lançamentos em Proteção de Cultivos da Bayer, a iniciativa de 2019 vai replicar o mesmo modelo de sucesso da experiência anterior. “O prêmio traz visibilidade para o grande trabalho que elas estão fazendo nas propriedades, com uma gestão inovadora, sustentável, mais responsável. As portas se abrem para elas. Elas se tornam mobilizadoras nas regiões onde atuam e fazem com que a mulher tenha o seu reconhecimento no campo”, afirma Cecília.

As produtoras podem concorrer ao prêmio em três categorias: Pequena Propriedade (imóvel rural com área entre 1 e 4 módulos fiscais), Média Propriedade (4 a 15 módulos fiscais) e Grande Propriedade (área superior a 15 módulos fiscais). Segundo Cecília, esse formato é bem-sucedido por ser capaz de valorizar diferentes perfis de atuação e boas práticas no campo. “O modelo de gestão e o investimento que é necessário fazer na fazenda varia de acordo com o tamanho da propriedade. Por isso, temos categorias para pequenas, médias e grandes propriedades, para termos uma premiação mais assertiva e coerente”, diz a gerente. As vencedoras vão participar do 4º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio com todas as despesas custeadas pela organização do concurso e ganhar outros prêmios que estimulam o conhecimento e aprendizado dessas mulheres (regulamento da premiação aqui).

 

Gestão feminina no agronegócio

De acordo com uma pesquisa realizada pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), 1/3 dos cargos de gerência nas fazendas brasileiras são ocupados por mulheres. “Esse é um número bem relevante, as mulheres hoje já estão se tornando gestoras gerais no campo. As 9 mulheres com histórias maravilhosas que ganharam o prêmio no ano passado nos mostram que elas são realmente fundamentais na gestão da propriedade”, afirma Cecília Melo.

As mulheres estão colaborando muito para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro, com características marcantes que tornam a fazenda mais produtiva. “A mulher tem mais sensibilidade e costuma ser mais organizada. Ela acaba assumindo a gestão de recursos humanos, organização de compras e fluxo de caixa”, diz Cecília. Para que elas conquistem mais espaço no campo, no entanto, é preciso valorizar mais o papel feminino. “Elas precisam reconhecer isso e buscar conhecimento e valorização para expandir os negócios. Precisamos preparar a mulher para não ser uma coadjuvante e conseguir assumir o papel dela no campo”, diz Cecília Melo.

 

Empoderamento feminino

A Bayer defende a equidade de gênero e a diversidade, sendo uma das primeiras empresas do agronegócio a investir no empoderamento das trabalhadoras rurais. Um exemplo disso é que a Bayer foi pioneira na criação do programa Conexão Mulheres, em 2017, uma iniciativa que promove vários eventos sobre saúde feminina e gestão no agronegócio em parceria com cooperativas e já capacitou mais de 8 mil mulheres. “A Bayer foi uma das idealizadoras do Prêmio Mulheres do Agro justamente por incentivar a representatividade da mulher”, diz Cecília Melo. Produtoras que desejam participar do Congresso também podem realizar a inscrição por meio do resgate de pontos na Rede AgroServices, confira a oferta aqui.

As mulheres respondem por 43% da força de trabalho rural no mundo, segundo dados da ONU. No entanto, elas ainda enfrentam barreiras e têm dificuldade para assumir cargos de liderança no setor. No Brasil, por exemplo, de acordo com uma pesquisa realizada pela Abag, 45% das mulheres que trabalham no agronegócio declararam que já sofreram preconceito. Para mudar esse cenário, é preciso fortalecer a autoestima das trabalhadoras rurais. “O mercado agrícola ainda é muito masculino, 97% dos proprietários das fazendas são homens. A mulher conquista o respeito necessário quando tem segurança sobre o que está fazendo. Ela conquista respeito quando se posiciona, buscando capacitação para ter um papel de gestora e para ser uma mulher empoderada”, opina Cecília Melo. Leia também: mulheres do agronegócio buscam empoderamento e capacitação.

Ao participarem do Prêmio Mulheres do Agro e se engajarem em outras iniciativas, cursos e eventos, as mulheres conseguem promover a união entre elas, trocar experiências e combater o preconceito. “Há muitos grupos femininos crescendo, isso ajuda a mulher a se encorajar e assumir o papel dela na sociedade”, diz Cecília Melo. “O Prêmio Mulheres do Agro é uma grande oportunidade de mostrar o trabalho que ela tem feito no campo, buscar o reconhecimento e servir de inspiração para outras mulheres, que vão ver nas histórias delas como evoluir e criar representatividade.”

A agricultora Sonia Bonato é um exemplo de mulher que se destaca no campo, gerindo com o marido a fazenda da família localizada em Ipameri (GO). Ela foi uma das premiadas na edição 2018 do concurso e contou a sua história em vídeo. No passado, Sonia trabalhava em uma multinacional em São Paulo, mas deixou a vida corporativa quando o marido herdou um sítio no interior paulista. Depois, eles venderam essa propriedade rural, compraram a fazenda goiana e se mudaram para viver no campo. De lá para cá, o casal já atuou em várias áreas e cresceram juntos. Eles produziram grãos, leite, além de criação de frango, suínos e gado. “Meu marido é meu parceiro e acredita muito em mim. A gente conversa muito e toma decisões juntos”, conta a produtora.

Sonia investiu em capacitação e assumiu a gestão da fazenda, enquanto que o marido se dedica à área técnica. “Eu participei de palestras para me aprimorar e começar a trabalhar com o agro. Eu aprendi que tudo na vida tem que ser planejado e eu comecei a planejar, eu comecei a fazer planejamentos anuais, com o investimento em maquinário, investimento na propriedade”, conta a produtora.

História inspiradora

Sonia Bonato conta no depoimento em vídeo como o reconhecimento promovido pelo prêmio faz a diferença. “Muitas mulheres têm histórias inspiradoras lindas e que vão inspirar outras mulheres. Agarre essa oportunidade, eu gostaria de pedir às mulheres que se inscrevam no prêmio.”

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COPYRIGHT © REDE AGRO S.A - Última atualização: 09/10/2019 (1.0.19412)