Cooperativas sustentam o avanço do agronegócio

Entenda por que o cooperativismo é uma das principais razões que ajudam o produtor a se manter competitivo na produção agrícola e a escoar a colheita

Produtores unidos conseguem otimizar a compra de insumos, facilitar a comercialização de produtos agrícolas e conseguem ampliar a capacidade de armazenagem em uma proporção que jamais conseguiriam sozinhos. Juntos, em cooperativa, eles largam na frente na produção agrícola, recebem apoio técnico e são os primeiros a implementar e difundir novas tecnologias. Essas vantagens justificam o sucesso absoluto das cooperativas, e elas não param de crescer. De acordo com levantamento da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), há 1.618 cooperativas do ramo agropecuário no Brasil, com 198,6 mil empregados e mais de 1 milhão de produtores rurais associados que produzem soja, milho, café, trigo, carne, ovos, leite, entre outros produtos.

A cada safra, o cooperativismo se fortalece ainda mais. Um ótimo exemplo disso é a confiança que 28.600 produtores depositam na Coamo, considerada a maior cooperativa agrícola da América Latina. De acordo com o presidente da Coamo, o Dr. Aroldo Gallassini, as cooperativas são o alicerce que torna o agronegócio brasileiro mais competitivo e apoia produtores de quaisquer perfis, de forma coerente e justa. “A credibilidade é o segredo do sucesso. Aqui os cooperados têm tratamento igual, não importa se ele tem área pequena, média ou grande”, afirma Gallassini.

 

A gigante produtiva

A Coamo é um belo retrato da força do cooperativismo brasileiro. Foi criada em novembro de 1970, com 79 agricultores associados em Campo Mourão, e desde então manteve uma trajetória de crescimento e sucesso. “A vantagem em ser associado Coamo é que o produtor tem uma estrutura completa do plantio à colheita, com 280 agrônomos à disposição para assistência técnica. Desenvolvendo a Agricultura de Precisão, temos um avanço muito grande da produtividade”, diz Gallassini. Segundo ele, um dos pilares preconizados pela cooperativa é o manejo de solo, auxiliando o associado em recomendações para a correção de macro e micronutrientes. “E damos todo o suporte de recepção da produção, secagem, limpeza e armazenagem”, complementa Gallassini.

Atualmente, a Coamo possui capacidade instalada para armazenar 6,41 milhões de toneladas de grãos, um robusto parque industrial para o esmagamento de soja, que origina a produção de farelo de soja e o óleo bruto que, por sua vez, é processado para produzir óleo de soja refinado e margarina. No caso do trigo, a colheita dos associados é destinada para a produção de farinhas variadas e há também espaço na cooperativa para o beneficiamento de café e de algodão. “O produtor tem a possibilidade de colocar no mercado o produto industrializado. A indústria trabalha 24h por dia o ano inteiro e isso tudo aqui está à disposição dele”, diz Gallassini. “Temos um terminal marítimo e exportamos nossos produtos para o mundo todo. É uma estrutura que ajuda muito na produção e os custos ficam bem mais competitivos.”

Para entender a magnitude desse negócio, um dado interessante é que o aporte na compra de insumos a preços competitivos para os cooperados deve atingir R$ 5 bilhões na safra 2018/2019. O faturamento da Coamo foi de 14,8 bilhões em 2018 e espera-se que a cooperativa seja considerada a maior empresa do Paraná. Além disso, vale mencionar que a sobra líquida do exercício 2018 atingiu R$ 800,38 milhões, montante que foi distribuído proporcionalmente entre os associados. “Somos 7.600 funcionários em todos os setores, tanto na área de administração e financeira, quanto comercialização e atendimento ao cooperado. É uma estrutura que tem uma influência muito grande no mercado como um todo e o produtor fica mais protegido”, diz Gallassini.

O produtor pode contratar seguro rural diretamente com a cooperativa e outra vantagem é poder participar da Credicoamo, que é a cooperativa de crédito para os associados da Coamo, atualmente com mais de 18 mil cooperados. A Credicoamo permite a contratação de crédito com benefícios e taxas de juros abaixo das praticadas no mercado. Segundo Gallassini, o objetivo da Coamo é sempre dar suporte integral ao agricultor em todas as etapas da produção agrícola. “Temos frota própria de 800 caminhões, lojas de peças para todas as máquinas agrícolas e farmácia veterinária, com uma estrutura muito completa e bons preços”, diz Gallassini. “Nesses 48 anos, a Coamo sempre deu resultado positivo, com boa capacidade de administração e credibilidade.” A cooperativa prevê ainda mais a expansão das atividades, especialmente no estado de Mato Grosso do Sul e há novas ideias de projetos para atender a demanda dos produtores, como a possibilidade de ampliar as atividades industriais para também produzir rações para gado, cães, peixes, suínos e aves.

 

A união faz a força

A atividade das cooperativas se baseia no conceito de economia colaborativa. Resumidamente, trata-se de um conjunto de produtores rurais que, por meio de uma associação voluntária, compartilham dos mesmos interesses e buscam benefícios em conjunto para desenvolver as suas atividades no campo. Além disso, as cooperativas promovem eventos e dias de campo, o que permite uma valiosa troca de experiências entre os associados.

Outra grande vantagem é que as decisões sobre os rumos do negócio são tomadas de forma democrática, com a participação dos produtores em assembleias. As cooperativas têm um histórico sólido no Brasil e operação legalizada e segura, regida especialmente pela lei n° 5.764/1971, chamada de Lei Geral do Cooperativismo, que determina os moldes legais para a criação das cooperativas e as suas regras de funcionamento. As cooperativas apresentam uma estrutura organizacional bem definida e atuam sem fins lucrativos. O objetivo é a prestação de serviços aos produtores cooperados e ainda gerar retorno financeiro, por meio das sobras líquidas, ou seja, “lucros” que são distribuídos proporcionalmente entre os cooperados.

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COPYRIGHT © REDE AGRO S.A - Última atualização: 09/10/2019 (1.0.19412)